Sergipe registra mais um feminicídio em dezembro: jovem de 23 anos é assassinada em Aracaju
30/12/2025Uma jovem de 23 anos foi assassinada com um disparo de arma de fogo no rosto no início da noite desta segunda-feira (29), no bairro Cidade Nova, em Aracaju. O crime é investigado como feminicídio e reforça a preocupação com o aumento desse tipo de violência no estado, especialmente durante o mês de dezembro.
De acordo com informações da Polícia Militar, o principal suspeito do crime é o companheiro da vítima. Testemunhas relataram que o disparo ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas pôde confirmar o óbito ainda no local.
Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta em direção ao município de São Cristóvão, o que deu início a um cerco policial envolvendo diferentes forças de segurança. Ele já havia sido identificado e era considerado foragido.

Horas depois, na noite da própria segunda-feira (29), o suspeito foi localizado e preso durante rondas de rotina realizadas pela Guarda Municipal de São Cristóvão, na rodovia João Bebe Água. Ao reconhecer o indivíduo procurado, os agentes realizaram a abordagem e acionaram apoio da Polícia Militar. Equipes do 8º Batalhão da PM, que já realizavam buscas na região, chegaram em seguida e assumiram a ocorrência.
O homem foi detido e encaminhado para os procedimentos legais, ficando à disposição da Justiça. Contra ele pesavam informações de que seria o autor do disparo que vitimou a companheira no bairro Cidade Nova, fato que mobilizou um intenso trabalho policial desde o momento do crime.
Segundo familiares, a jovem deixa uma filha de apenas seis anos, mais uma criança que passa a integrar a triste estatística de famílias destruídas pela violência doméstica que termina em morte.
Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) evidenciam a gravidade do cenário em Sergipe: somente neste ano, já foram registrados 13 casos de feminicídio e 64 tentativas. Cinco desses crimes ocorreram apenas no mês de dezembro, período que historicamente apresenta aumento de conflitos familiares, consumo excessivo de álcool e episódios de violência.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, enquanto reforça o alerta para a importância da denúncia e do enfrentamento contínuo à violência contra a mulher no estado.




